A expografia do Projeto Cidade Sensível é inspirada nas instalações têxteis do artista sul-coreano Doh Ho Suh. A proposta é criar espaços transponíveis, permeáveis e sensoriais, que convidam o público a circular e descobrir as obras de forma relacional. A arquitetura expositiva reforça a ideia de cidade como espaço de passagem, encontro e sensibilidade.
Sobre a estrutura: A exposição é formada por estruturas modulares de metalon, com fechamento em tecido semi transparente. Esses elementos criam espaços visualmente transponíveis, organizados como pequenas cabines ao redor das obras, ajudando a concentrar a atenção do visitante. A expografia é flexível e pode ser instalada em diferentes locais. A iluminação está integrada a cada cabine, garantindo autonomia e controle de luz.
Acessibilidade: A exposição foi pensada para ser acessível desde o percurso até a informação. Todas as obras contam com placas em linguagem acessível, com elementos visuais, braile e QR Code para audiodescrição. O espaço possui piso tátil, evitando barreiras de circulação, e um mapa tátil no início do percurso, auxiliando na orientação do público.
Ficha Técnica: Projeto e Coordenação Expográfica: Nathália Campos. Assistência: Henly Cézio e Bruna Parizi. Estruturas: Serralheria do Glória. Costura: Iracema Ardivino e Vera Campos. Produção Digital: GuiNani. Iluminação: Denizart. Coordenação de Montagem/Desmontagem: Xavier de Sá e Débora Bueno. Produção: Elora Carolina. Produção de Campo: Rafael Costa. Parceria: Fundação Inova Prudente
Carimbos Sensíveis convida o público a criar sua própria paisagem urbana e a compreender, de forma simples, como uma cidade funciona e como seus elementos se conectam. Os carimbos representam partes importantes do espaço urbano, como ruas, rios e trilhos de trem, além de equipamentos como prédios e escolas. A obra também inclui elementos lúdicos e imaginários, como casas voadoras e zumbis, ampliando as possibilidades de criação. A cada carimbada, um som correspondente é acionado, cada um com seu próprio ritmo, formando uma composição coletiva que une imagem e som. A experiência é participativa e multissensorial, envolvendo o corpo, o gesto e a escuta. A obra apresenta a cidade como um organismo vivo, construído aos poucos pelas ações individuais de cada pessoa.
Sobre a estrutura: 30 carimbos artesanais com diferentes gravuras, Mesa de suporte com câmera para leitura, caixas de som, papel e tintas, Acessibilidade: Carimbos com topo tátil, informações em braile.
Ficha Técnica: À frente: Túlio Moscardi e Gui Nani. Design de som: Rafael Costa. Programação Sonora: André Leite e Guinani. Direção Artística: Nathália Campos Desenvolvimento Tecnologia: Gui Nani. Assistência: Henly Cézio e Bruna Parizi.
Sem Desconto traz como questionamento central: Qual é seu maior sonho de consumo? Inspirados na obra “O jogo da amarelinha” de Júlio Cortázar convidamos você a tocar em nossa cidade e descobrir quais poesias ela esconde. Mas cuidado, a nossa roda de fortuna pode ser cheia de altos e baixos. Toque na cabeça dos personagens para descobrir.
Sobre a estrutura: Uma maquete interativa feita com materiais reciclados que retrata uma cidade imaginária marcada por sonhos de consumo. O público gira uma roleta para escolher um tema e, ao tocar nos personagens, ouve versos de um poema cuja sequência muda conforme a interação.
Acessibilidade: elementos táteis em diferentes texturas, reatividade luminosa e sonora.
Ficha Técnica: À frente: Nathália Campos e Gui Nani. Escritor: Tadeu Renato. Direção Artística: Nathália Campos. Desenvolvimento Tecnologia: Gui Nani. Programação Sonora: André Leite e Guinani. Mediação e curadoria artística: Júlia Zanon Assistência: Henly Cézio e Bruna Parizi. Vozes: Lizis, Mateuzinho Umbigaê, GuiNani, Nathália Campos e Bruna Parizi
Retomada é uma instalação que fala sobre a importância do descanso na vida urbana. A obra convida o público a parar, respirar e descansar como formas de refletir sobre a cidade. Em meio à pressa do cotidiano, o descanso aparece como um direito e uma necessidade. A instalação também chama atenção para a falta de áreas verdes e para seus efeitos no corpo e na mente. Inspirada na obra Sonho Manifesto, de Sidarta Ribeiro, Retomada propõe o sonho como um gesto coletivo e político, essencial para imaginar cidades mais sensíveis e humanas.
Sobre a estrutura: uma grande árvore de tramas de tecido envoltas de uma estrutura metálica. Ela fica sobre um tapete redondo de palha com almofadas, plantas e estímulos táteis e olfativos. Ao lado uma rede com estrutura de bambu e fone de ouvido com um audioguia.
Acessibilidade: Toda estrutura é sensorial e traz possibilidades de interagir de diferentes maneiras.
Cidade Substantivo Feminino? É uma obra que traz a cidade como território de disputas de gênero, memória e silenciamento. Embora a palavra “cidade” seja um substantivo feminino, sua construção histórica revela o apagamento das mulheres na ocupação dos espaços, no trabalho invisível e na violência que as atravessa. Entre o concreto e o silêncio, um corpo respira. O muro torna-se espelho e arquivo, guardando vestígios de resistência e potência feminina. Se a cidade é feminina na gramática, por que não o é na prática?
Sobre a estrutura: Escultura de 2,10m de altura.
Acessibilidade: Mesa com dispositivos táteis trazendo os diferentes tipos de materiais presentes na escultura.
Ficha Técnica: À frente: Lizis. Mediação e curadoria: Júlia Zanon. Direção artística: Nathália Campos
Mapa Solar é um jogo digital em pixel arte, inspirado pelo movimento Solarpunk, onde cada escolha ajuda a construir uma cidade do futuro. A partir de votos em invenções especulativas, o público participa da criação de uma cidade digital em constante transformação. Utilize o controle tátil para navegar pelas opções do jogo. Em cada etapa, escolha uma das invenções apresentadas. Cada voto faz nascer uma nova forma no Mapa Solar, uma cidade construída por nossas escolhas. O jogo imagina futuros possíveis e fantasiosos.
Sobre a estrutura: TV em suporte, controle tátil e fone de ouvido.
Acessibilidade: Ative o modo de audiodescrição no botão AD do controle. Utilize também o tabuleiro tátil para explorar a cidade pelo toque.
Ficha Técnica: À frente: Ágatha Damião. Arte visual e Software: Ágatha Damião. Design de Som: Rodolfo Charelli. Mediação e curadoria artística: Júlia Zanon. Direção artística: Nathália Campos. Direção Tecnologia: Gui Nani. Assistência: Rodolfo Charelli. Narração: Nathália Campos.
Janelas é um totem interativo. Ele convida você a parar, olhar com calma e sentir a cidade. Abra as pequenas janelas do totem. Dentro delas, existem sons, luzes e imagens escondidas. Cada janela aberta mostra um lugar diferente da cidade. Ao explorar a obra, você pode reconhecer espaços, memórias e talvez encontrar algo de si mesmo. A obra propõe uma deriva, se colocar no lugar do expectador. Janelas é um convite para observar a cidade de outro jeito.
Sobre a estrutura: totem que representa fachadas urbanas, em tons suaves. A interação acontece por meio de três janelas principais. Dentro de cada janela há um pequeno monitor de LED. Esses monitores exibem vídeos curtos, com até 30 segundos. Os vídeos apresentam paisagens, histórias e processos artísticos do projeto Cidade Sensível.
Acessibilidade: Todos os vídeos possuem legendas, garantindo o acesso de pessoas surdas ou com deficiência auditiva.
Ficha Técnica: À frente: Túlio Moscardi. Conteúdo: Túlio Moscardi, Bruna Freitas, Augusto de Souza, Luciano Conde. Design de som: Rafael Costa. Direção Artística: Nathália Campos. Desenvolvimento Tecnologia: Gui Nani Assistência: Luciano Conde, Henly Cézio e Bruna Freitas.
Esta videoarte apresenta a cidade como um ser que sente e pensa. A obra faz perguntas ao público e convida a repensar a forma como vivemos a cidade. O vídeo investiga a relação entre o dia a dia e a capacidade de sonhar. Para isso, reúne imagens do cotidiano, entrevistas, sons e texturas da cidade. Essa experiência amplia a percepção sensorial e convida a refletir sobre os limites da imaginação, usando o corpo, o som e a escuta como formas de conhecer a cidade. Tempo: aproximadamente 6 minutos
Sobre a estrutura: TV em suporte e plataforma vibrotátil com rampa de acesso;
Acessibilidade: A obra utiliza um dispositivo chamado bass shaker. Esse equipamento transforma o som grave em vibração. Assim, o público pode sentir o som pelo corpo, não apenas ouvir.
Ficha Técnica: À frente: Augusto de Souza - Gasalucinação. Roteiro, direção e produção: Augusto de Souza. Revisão: Ariane Francisco. Imagens Aéreas: Thiago Tiedtke dos Reis. Colaboração Sonora: Rafael Costa. Clarinete: Emmanuel Fernandes. Captação de som, beat e Mix: Luís Farrus. Narração: Augusto de Souza e Ariane Francisco. Co-Produção: Ariane Francisco. Mediação e curadoria artística: Júlia Zanon. Direção artística: Nathália Campos. Direção e desenvolvimento de tecnologia: Gui Nani.
Performance poética com máscaras que convida o público a imaginar outra forma de viver a cidade.
A obra apresenta quatro faces da vida urbana:
os Invisíveis, os Trabalhadores, os Sonhadores e os Poderosos.
Cada grupo se move no espaço de maneira diferente, mostrando desigualdades, ritmos e silêncios que fazem parte do cotidiano da cidade.
Durante a performance, sons urbanos, movimentos do corpo, luz e palavras criam uma experiência sensorial. O público é convidado a circular pelo espaço e, em alguns momentos, a participar da ação, atravessando a fronteira entre o sono e o despertar.
A partir de uma pergunta central — “E se a cidade pudesse sentir?” — a performance propõe uma reflexão coletiva. A cidade deixa de ser apenas concreto e passa a ser corpo, encontro, escuta e cuidado.
No final, surgem sonhos compartilhados: uma cidade mais justa, acolhedora e atenta às pessoas. Uma Cidade Sensível, que escuta, sente e sonha junto.
Esta performance é o resultado da oficina de criação artística realizada para a Abertura da Exposição Cidade Sensível.
Direção: Elora Carolina Máscaras: Xavier de Sá Elenco: Henly Cezio, Giovana Sousa, Cássia Piva, Débora Bueno e Marcelo Cebotar. Intérprete de Libras: Alan Silva